Influência da Polaridade e Tipo de Corrente no Arco
A fonte de energia utilizada no processo de união por arco metálico revestido pode ser de corrente contínua (CC) ou corrente alternada (CA). A escolha do tipo de corrente e da polaridade na CC (positiva ou negativa) tem um efeito direto nas características operacionais do acessório, como a estabilidade do arco, a penetração e a distribuição de calor. Consumíveis projetados para CA (como o rutílico E6013 e alguns básicos) são preferidos em situações onde o "sopro magnético" é um problema (geralmente em juntas de canto ou final de peça), pois a alternância da corrente tende a neutralizar esse efeito. Contudo, a maioria dos consumíveis de alto desempenho é otimizada para CC.
Polaridade Direta e Reversa: Distribuição de Calor
Na corrente contínua, a polaridade pode ser ajustada. Ao usar a polaridade reversa ($\text{CC}+$ ou $\text{CCRP}$ - Haste Positiva), a maior parte do calor (cerca de dois terços) é gerada na peça de trabalho. Isso resulta em profunda penetração e uma alta taxa de fusão do metal base, sendo ideal para o passe de raiz em juntas espessas e para consumíveis básicos (E7018), que exigem calor intenso para a estabilidade do arco e a fusão do fluxo. Por outro lado, a polaridade direta ($\text{CC}-$ ou $\text{CCRD}$ - Haste Negativa) concentra mais calor na ponta do acessório, aumentando a taxa de fusão do material de adição.
A polaridade direta é frequentemente utilizada por consumíveis celulósicos (E6010, E6011) para atingir a penetração agressiva desejada e alta taxa de fusão do consumível. A escolha da polaridade, portanto, é uma ferramenta tática na mão do soldador, permitindo o ajuste fino da penetração e da taxa de deposição sem alterar a amperagem. Consumíveis rutílicos (E6013) geralmente podem ser usados em CA, $\text{CC}+$ ou $\text{CC}-$, oferecendo flexibilidade em ambientes onde diferentes fontes de energia estão disponíveis. O conhecimento de como a polaridade afeta a distribuição de calor é vital para otimizar a qualidade e a eficiência da união metálica, controlando se o esforço de fusão é direcionado para a peça (penetração) ou para o acessório (deposição).
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